Programa Educativo do Museu do Voto recebe estudantes de colégio paulistano
Alunos da escola Alef Peretz conheceram o espaço, que fica no edifício do TSE, e puderam votar em uma urna eletrônica

Nesta terça-feira (2), 20 jovens de 13 e 14 anos do 9° ano do ensino fundamental da escola Alef Peretz, de São Paulo (SP), participaram da vivência que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proporciona a estudantes por meio do Programa Educativo do Museu do Voto. Durante a imersão, os alunos aprenderam sobre o funcionamento da urna eletrônica e a importância do voto, visitaram as exposições permanentes do Tribunal, assistiram a uma palestra sobre desinformação, entre outras atividades.
A visita é feita em etapas, começando pela história da Justiça Eleitoral (JE) e do seu papel na sociedade e pela construção da atual sede do TSE. Os alunos também prestigiaram as exposições "O Voto no Brasil", no hall do subsolo, e a mostra permanente do Museu do Voto sobre a trajetória da JE, desde sua criação até os dias de hoje.
O passeio permite ainda:
- visita ao plenário, onde são realizadas as sessões de julgamento e as sessões solenes;
- votação simulada na urna eletrônica; e
- participação em oficinas educativas que ensinam sobre o funcionamento da urna e os riscos da desinformação para o processo democrático.
O gosto pelo voto
A visita despertou a vontade de votar na estudante Anita Pacheco, de 14 anos. “Abriu minha cabeça, porque antes eu achava que era muito nova para votar com 16 anos. Depois da visita, entendi como é importante, que cada um tem voz. Fiquei mais inspirada e acho que, realmente, vou votar quando fizer 16 anos”, relatou.
Anita disse que a inspiração maior veio da história da adolescente Renata Cristina Rabelo Gomes, que mudou a regra para alistamento eleitoral no Brasil. Quando ainda tinha 15 anos, Renata fez o TSE rever seu entendimento sobre a concessão de título de eleitor para jovens com 16 anos incompletos. O fato aconteceu em maio de 1994, ano da segunda eleição presidencial após o regime militar.
Para o estudante Rafael Weberman, de 14 anos, os modelos de urnas antigos e o sistema de contagem dos votos chamam atenção. “As urnas de antigamente eram bem diferentes das de hoje”, disse. Ele contou que já tinha uma noção sobre o funcionamento da urna eletrônica, pois, desde pequeno, acompanha a mãe quando ela vai votar nas eleições. “Eu gosto de ir com ela para as votações; vou com toda a família”, afirmou.
Despertando a consciência cidadã
Segundo a professora de Geografia Raquel de Souza, que acompanhou o grupo, com a visita ao TSE, a escola busca ampliar a consciência dos estudantes sobre o processo eleitoral brasileiro. “Nosso objetivo aqui é fazê-los pensar sobre o sistema político, para que eles se conscientizem, cada vez mais, da importância de termos uma eleição segura, secreta e de como esse processo foi conquistado ao longo da nossa história”, ressaltou.
A viagem a Brasília tem caráter educativo e faz parte de iniciativa que a escola realiza com alunos do 6º ano a 3ª série do ensino fundamental, que visa ampliar o conhecimento dos jovens sobre a pluralidade brasileira nos campos regional, político, social, econômico e cultural. Além do TSE, os estudantes visitarão outros órgãos dos Poderes Legislativo e Executivo durante a estada em Brasília nesta semana.
Programa Educativo do Museu do Voto
O Programa Educativo do Museu do Voto, integrado ao Plano Museológico do Voto desde 2010, alcança estudantes das redes pública e privada. A atividade inclui visita guiada à exposição em cartaz, oficina educativa sobre temas como democracia e cidadania e simulação de votação na urna eletrônica.
O Museu funciona de segunda a sexta, das 13h às 19h. Para agendar uma visita guiada, envie e-mail para museu@tse.jus.br.
Para saber mais sobre a história das eleições, leia o livro Eleições no Brasil: uma história de 500 anos.
RL/ LC, DB